Seja bem vindo ao meu mundo de idas e vindas.
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Passaram por aqui

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chorei.

No dia que nasceu nossa filha, meu marido, não sentiu grande alegria. Por que a decepção que sentia, parecia ser maior do que o grande conhecimento em ter uma filha. “Ah!!! Eu queria um filho homem!” Lamentava. Em poucos meses ele se deixou cativar pelo sorriso de nossa linda filha e pela infinita inocência de seu olhar fixo e penetrante, foi então que ele começou a amá-la com loucura. Seu rostinho, seu sorriso não se apartavam mais dele. Ele fazia planos sobre planos, tudo seria para nossa filhinha! Numa tarde estavamos reunidos em família, quando nossa filha perguntou a seu pai: “Papi,… Quando eu completar quinze anos, qual será meu presente?” Ele lhe respondeu: “Meu amor, você tem apenas sete aninhos, não lhe parece que falta muito tempo para essa data?”
Ela lhe respondeu: “Bem papi,… tu sempre dizes que o tempo passa voando, ainda que eu nunca o haja visto por aqui.” 
Ela já tinha catorze anos e ocupava toda a alegria da casa, especialmente o coração de seu papi. Num Domingo fomos a igreja, ela tropeçou, e seu pai de imediato agarrou-a para que não caisse… Já sentados nos bancos da igreja, vimos como ela foi caindo lentamente e quase perdeu a conciência. Seu pai levantou-a e a levou imediatamente para o hospital. Alí permaneceu por dez dias e foi então que nos informaram que ela padecia de uma grave enfermidade que afetava seriamente seu coração. Os dias foram passando, seu pai renunciou a seu trabalho para dedicar-se a ela. Todavia, sua mãe, decidiu trabalhar, pois não suportava vê-la sofrendo tanto. Numa manhã, ainda na cama, nossa filha perguntou a seu papi: “Papi? Os médicos te disseram que eu vou morrer?”. Respondeu seu pai: “Não meu amor… não vais morrer, Deus que é tão grande, não permitiria que eu perca o que mais tenho amado neste mundo.” “Quando a gente morre vai para algum lugar? Podem ver lá de cima sua família? Sabes se um dia podem voltar?” “Bem filha,… na verdade ninguém regressou de lá e contou algo sobre isso, porém se eu morrer, não te deixarei só, onde eu estiver buscarei uma maneira de me comunicar contigo, e em última instância utilizaria o vento para te ver.” “O vento? E como você faria?” “Não tenho a menor ideia filhinha, só sei que se algum dia eu morrer, sentirás que estou contigo, quando um suave vento roçar teu rosto e uma brisa fresca beijar tua face.
Nesse mesmo dia à tarde, fomos informados pelos médicos que nossa filhinha necessitava de um transplante de coração, pois do contrário ela só teria mais vinte dias de vida. “UM CORAÇÃO! ONDE CONSEGUIR UM CORAÇÃO? UM CORAÇÃO! ONDE, DEUS MEU?
Nesse mesmo mês, ela completaria seus quinze anos. E foi numa sexta-feira á tarde quando conseguiram um doador. Foi operada e tudo saiu bem.
Ela permaneceu no hospital por quinze dias e em nenhuma vez seu pai foi visitá-la. Todavia, os médicos lhe deram alta e ela foi para sua casa. Ao chegar em casa com ansiedade ela gritou: “Papi! Papi!… Onde tu estás?”. Sua mãe saiu do quarto com os olhos molhados de lágrimas e disse-lhe: “- Aquí está uma carta que teu papi deixou para ti.”

“Filhinha do meu coração: No momento em que ler minha carta, já deverás ter quinze anos e um coração forte batendo em teu peito, essa foi a promessa que me fizeram os médicos que te operaram. Não podes imaginar nem remotamente quanto lamento não estar a teu lado.
Quando soube que morrerias, decidí dar-te a resposta da pergunta que me fizeste quando tinhas sete aninhos e a qual não pude responder. Decidí dar-te o presente mais bonito que ninguém jamais faria por minha filha… Te dou de presente minha vida inteira sem nenhuma condição, para que faças com ela o que queiras. Viva filha!! Te amo com todo meu coração!!”

Foi quando ela chorou por todo o dia e toda a noite. No dia seguinte foi ao cemitério e sentou-se sobre o túmulo de seu papi; chorou tanto como ninguém poderia chorar. E sussurrou: “Papi,… agora posso compreender quanto me amavas… eu também te amava e ainda que nunca tenha dito, agora compreendo a importância de dizer: “Te Amo” e te pediria perdão por haver guardado silêncio tantas vezes”.
Nesse instante as copas das árvores balançavam suavemente, cairam algumas folhas e florzinhas, e uma suave brisa roçou a face de nossa filhinha, que olhou para o céu, tentou enxugar as lágrimas de seu rosto, se levantou e voltou para casa.


Por favor, jamais deixes de dizer: “TE AMO”. Jamais saberás se esta será a última vez…
*contendo as lágrimas nos olhos*

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Harry -ending- Potter


Essa semana começa o fim de uma história que marcou a infância de milhões de pessoas: Harry Potter.
É triste acompanhar o fim, uma vez que nunca mais existirá ansiedade em ver um filme novo, ou um novo livro. Só nos resta as lembranças, e reler todos os livros, rever todos os filmes...
Eu rio, eu choro, fico apreensiva - por mais que já saiba o que vai acontecer. É difícil de explicar, mas parece que é como o fechamento de um ciclo.
Vou sentir saudade =(
Obrigada, J.K. Rowling por ter feito parte da minha vida!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Making choices

Eu acho tão difícil a gente precisar escolher as coisas... Parece que temos tantas opções disponíveis e, de repente, todas somem. Só nos resta uma, e você é obrigado por você mesmo a segui-la. E pra isso você precisará abrir mão de muitas coisas, seu tempo não terá sobras pros outros, nem mesmo pra você. Virão as cobranças, as caras feias, as más interpretações... E você só poderá aguentá-las. Você vai querer sair, ignorar os livros, beber, namorar, viajar com sua família ou seus amigos, e não, você não poderá. Tudo ficará em segundo plano: seu computador, seus livros, suas revistas, seus seriados, a novela das 9, seus pais, seus amigos, seus amores, suas unhas, seus cabelos, sua saúde, seu sono... E é aí em que você precisa parar.


O ser humano tem limite, e precisamos viver. Para dar certo, você precisa querer fazer dar certo, encontrar um meio termo. Você pode unir tudo num mesmo caminho, se algo ficar de fora é porque não é assim tão necessário. Não vai ser fácil - seria uma total mentira e hipocrisia da minha parte dizer que é fácil -, mas vai valer a pena. É nisso que me agarro para não desistir. Para não jogar tudo pro alto. Primeiro, eu sei que sou capaz. Segundo, lutei muito pra chegar até aqui. Terceiro, muita gente apostou em mim, me ajudou, me deu forçar, rezou por mim, torceu por mim e não vou decepcioná-las. E mais do que qualquer coisa: NÃO VOU ME DECEPCIONAR.

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