Seja bem vindo ao meu mundo de idas e vindas.
E que você venha e vá, mas volte sempre!

Passaram por aqui

domingo, 29 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Namorado

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si
mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado
de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer
proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase
desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de
aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o
gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas,
medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem
namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho
escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue
de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a
meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não
tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica
livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu
bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem
curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o
gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de
obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem
namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado quem
não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções
de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de
si mesmo e descubra o próprio jardim. 
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua
janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de
fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu
descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça. 

-                          Carlos Drummond de Andrade



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Escrevendo...

Sempre fui alguém que acredita - por vezes até demais - no poder das palavras, escritas, ditas ou pensadas. Elas foram criadas para substituir sentimentos, e serem usadas a nosso favor. Coisa que nem sempre acontece. Eu ainda sou daquelas que prefere uma boa e velha carta de alguém. E-mail é algo tão distante, MSN, Orkut e todos esses novos métodos tecnológicos de nos comunicarmos com alguém. Sou adepta a tudo isso, mas acho que o importante é não esquecermos dos velhos hábitos.
A carta dura mais, você pode tocar naquele mesmo papel em que a outra pessoa tocou, você pode ver a letra que só AQUELA pessoa tem, passar os dedos por sobre as letras e sentir a outra pessoa.
Escrever é sempre bom. Para alguém, para si mesmo, para desabafar, poemas, músicas... As palavras não dão infinidades de opções! Aproveite isso para dizer àquela pessoa o quanto ela é especial. Delicadamente, espirre seu perfume favorito a uma certa distância da carta, para que ela pegue seu cheiro. Fica ainda mais real.

"Dear John..."



With Love,
- Dani


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Existem momentos na vida que são únicos. Algumas coisas nunca acontecerão duas vezes pra você. A melhor maneira de vivenciar isso é não desperdiçar as oportunidades. Por mais simples que o momento lhe pareça, ele lhe trará algo importante, que você provavelmente levará por toda sua vida. Se deixe levar pelas oportunidades, por mais que elas lhe dêem medo. Isso é a vida. Isso é viver. E só acontece uma vez.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tempo é tudo? Tudo é tempo?

Indo para o cursinho hoje eu me percebi reparando em algo que nunca havia passado pela minha cabeça antes... Percebi que todas as pessoas agem em torno do tempo, o tempo cronológico, o relógio. Como pode um mundo inteiro depender de um pequeno aparelho redondo de pinos e números? Antes fosse pela sua complexidade apesar de seu tamanho... A verdade é que o homem age de acordo com o que o relógio marca.
As pessoas andam apressadas, olhando para o pulso, ou para o celular. A cada minuto conferem para saber se não se passou uma hora.
Vivamos mais, nos preocupemos menos! Tanta gente morre por pressa, com pressa de qualquer coisa que não fosse viver. A vida passa depressa demais para perdermos tempo com um relógio. A batida do seu coração independe do ponteiro do relógio, então não viva em função dele, afinal, ele continuará funcionando, mesmo sem você aqui.

sábado, 14 de agosto de 2010

Ser feliz

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
um dia a gente chega, no outro vai embora
cada um de nós compõe a sua história 
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz
de ser feliz.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tudo numa coisa só

"Tem hora que a gente se pergunta por que é que não se junta tudo numa coisa só...". É a frase que está em minha cabeça nesse momento.
Eu tenho tido alguns pensamentos muito práticos ultimamente. Gostaria de facilitar tudo, mesmo que nem sempre isso seja possível. É difícil dar conta de tudo, das pessoas importantes pra você, dos estudos, da falta de tempo, de sair, descansar, se divertir...
E eu também ando um misto de sentimentos... sou verdade, sou mentira, sou derrota, vitória, sou momento. E não é fácil lidar com alguém assim, nem mesmo eu estou me entendendo. Minha ansiedade está no pico!
Estou ansiosa demais por um dia... logo logo ele vai chegar e aí conto por que.

sábado, 7 de agosto de 2010

"Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais...
Ser essência... muito mais...
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
Se lembrar de celebrar muito mais..."

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Nossa, me sinto mal por ter ficado tanto tempo sem postar aqui. Juro que todos os dias eu abri a página do blog, mas não vinha absolutamente nada em minha cabeça que valesse a pena escrever aqui. Primeiro, veio a preguiça, aquela que afeta tanta gente. Segundo, a falta de tempo... E depois, os problemas. Eu queria falar, mas não conseguia.
Em todos esses anos, eu nunca fui capaz de aprender a enfrentar alguns medos. Sempre relutei sobre encará-los, e ainda não tenho uma relação íntima com eles. Acho que chegou o momento, aliás, já passou da hora. Aconteceu uma coisa comigo há exatos 7 dias. Completamente inesperado, apesar de ter sido um dia estranho, que indicava de todos os lados que algo errado estava por acontecer. Para mim, para meu namorado e para minha mãe, que sentimos algo estranho. E a estúpida teimosia adolescente falou mais alto. Não foi um sinal, foram MUITOS, não sei como não percebi na hora...
Enfim, foi um grande susto que deixou algumas marcas. E ela afetou uma grande paixão minha. Hoje eu venci uma pequena barreira que esse incidente causou, mas foi muito difícil.
Podia ter sido pior, e agora tenho certeza que tem sempre alguém olhando por mim. Era pra ter sido assim, como forma de aviso, de um 'tome cuidado' que alguém queria me dizer, e eu só posso agradecer por isso. Nunca mais deixarei de ouvir minha mãe, nem de prestar atenção no que os fatos sussurram aos meus ouvidos, nem deixar que a distração me cegue. Vou seguir o que sei, não importa o que os outros vão pensar, se vão gostar ou não. Se quer que seja comigo, que seja do meu jeito então. Aprendi isso de uma forma complicada, mas foi melhor assim.
Agora só falta uma barreira, e esta eu vencerei com cautela e determinação. E sei que não estou sozinha, tive apoio das pessoas mais importantes e que foram a peça chave pra que eu visse tudo com outros olhos.
E a fofoca, a gente deixa pra lá. Aprendi a me importar apenas com o importante e que não posso me acomodar. Tudo pode acontecer.

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